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O que fazer quando você esquece de tomar a pílula anticoncepcional


Se você esqueceu-se de tomar uma pílula da cartela, tome-a assim que se lembrar, desde que se respeite o período máximo de até 12 horas do horário habitual de tomada. Se esse período for maior que as 12 horas, existe a orientação conforme a semana em que ocorreu o esquecimento. A seguir, disponibilizamos maneiras de como proceder no caso de contraceptivos de 21 ou 24 pílulas, que são as mais comuns do mercado.
Para pílulas com esquemas diferentes, consulte a bula ou seu médico
Confira abaixo como proceder, conforme o seu tipo de contraceptivo (24 ou 21 pílulas):

Se você esqueceu na 1º semana
. se você manteve relações sexuais na semana anterior, deve consultar o médico.
. se não, tomar o comprimido esquecido assim que lembrar e utilizar o método de barreira (preservativo por 7 dias.

Se você esqueceu na 2º semana
. tomar o coprimido esquecido.
. não há necessidade de outros procedimentos

Se você esqueceu na 3º semana
nesta semana você tem duas opções:
1 opção - tomar o comprimido esquecido e iniciar uma nova cartela sem fazer intervalo (de 7 dias)
2 opção - parar de tomar o comprimido a partir di esquecido fazer um intervalo de até 7 dias e iniciar uma noca cartela.

Fonte: Gineco 

Pílula anticoncepcional

A pílula anticoncepcional que contém drosperinona e etinilestradiol foi lançada no Brasil em 09 de maio de 2007.
Sérgio dos Passos Ramos, esteve presente ao lançamento que ocorreu na cidade de São Paulo.
Nos Estados Unidos, a FDA, Food and Drug Administration, aprovou o uso para mulheres que têm sintomas físicos e emocionais relacionados à tensão pré-menstrual e que desejam evitar filhos com anticoncepcional oral. Essa nova pílula também tem efeitos benéficos em mulheres com acne e sintomas da síndrome dos ovários policísticos.
Trata-se de uma cartela de 24 pílulas contendo cada uma 3 mg de drosperinona e 0,02 mg de etinilestradiol. A maneira correta de tomar é uma pílula por dia durante 24 dias e 4 dias de repouso.
De acordo com a legislação no Brasil, apenas médicos podem fornecer informações sobre prescrição e uso de anticoncepcionais orais (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil – ANVISA –  Resolução RDC n. 102, de 30 de novembro de 2000).
Consulte seu médico pessoal sobre as vantagens e desvantagens desse medicamento.

Anticoncepcional sem dúvidas

O uso dos contraceptivos orais é cercado de questionamentos e mitos. Eles engordam, causam câncer de mama ou deixam a mulher infértil? Descubra agora as respostas para estas e outras dúvidas sobre as pílulas

POR SÍLVIA DALPICOLO
Este é, atualmente, o método mais popular de controle de natalidade e um dos mais seguros (com 99,8% de eficácia). Os contraceptivos orais nada mais são do que uma combinação de hormônios sintéticos similares aos produzidos pela mulher: estrogênio e progesterona.
“A pílula anticoncepcional tenta confundir o ovário simulando os hormônios que ele próprio produz, deixando- o inativo. Como a fabricação de hormônios diminui, o órgão não ovula. Assim, a mulher não engravida”, explica Roney Cesar Signorini Filho, ginecologista do Hospital Pérola Byington.
Mas não é apenas para esse fim que o medicamento é prescrito. Inibir os sintomas do transtorno disfórico prémenstrual (TDPM), reduzir o fluxo e regularizar o ciclo são outros (bons) motivos para o uso da pílula.



Efeitos colaterais
As pílulas comercializadas hoje são de baixa dosagem hormonal.
A eficácia é a mesma das fabricadas antigamente (com altas doses de hormônio), com a vantagem de proporcionarem menos efeitos adversos. Apesar de reduzidos, alguns sintomas incômodos não deixam de dar as caras, como dores de estômago em geral (nesses casos é aconselhável a substituição do método oral por injetáveis ou adesivos), dores de cabeça e nas mamas.

Principais vantagens
O medicamento não é somente um meio eficaz para prevenir a gravidez, ele também proporciona outros benefícios à mulher. “A pílula, hoje, tem múltiplas funções. Melhora problemas de pele, como a acne facial, de cabelos e alivia os sintomas da TDPM”, lista Mário Antônio Martinez Filho, chefe de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital São Luiz, em São Paulo.

Balança equilibrada
Ao contrário da popular crendice, o remédio, por si só, não causa ganho de peso. O que acontece é que ele pode provocar retenção de líquidos nos primeiros meses de uso, dando a falsa impressão de quilinhos a mais. “Apesar de não fazer a mulher engordar, a pílula, de fato, aumenta o apetite da paciente. É imprescindível controlar a alimentação durante seu uso, para não fazer o ponteiro da balança subir”, sugere Signorini Filho.

Fertilidade garantida
Outra especulação muito difundida é de que o uso prolongado deixaria a mulher infértil. “Nenhuma pílula causa infertilidade. Mas antigamente as pílulas continham grandes doses de hormônio e, ao interromper o tratamento, a mulher demorava a ovular novamente”, esclarece Martinez Filho. Hoje, com a redução da taxa hormonal nos comprimidos, já é possível engravidar um mês após a descontinuidade do uso.

Não é para todas
Existem casos em que não se deve utilizar esse método anticoncepcional. Anna Maria Bertini, professora associada livre-docente de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, cita as mulheres acima dos 40 anos como impróprias ao uso. “Nessa idade o risco de trombose é maior”, justifica. Então, pílula pode causar trombose? Assim como qualquer outro medicamento que libere hormônios na corrente sanguínea, eles podem originar uma trombose venosa profunda (TVP), nome dado à formação de coágulos sanguíneos. Mesmo pacientes mais jovens que sejam predispostas à doença devem evitá-la, assim como as que já tiveram problemas vasculares (varizes acentuadas, por exemplo), problemas de má circulação, risco de infarto e derrame e as que já sofreram ou tenham histórico familiar de câncer.


Mamas um pouco a salvo...
A não ser que a paciente tenha parentes de primeiro grau (mãe e irmãs) que apresentaram câncer de mama antes da menopausa, a ingestão da pílula está liberada — e não causaria problemas futuros. “Alguns tumores dependem do estímulo hormonal. Então, se a mulher faz uso de pílula, teoricamente tem risco maior de desenvolver esse tipo de câncer. Mas, se ela não apresenta nenhuma alteração mamária signifi- cativa e não há risco hereditário, o uso é permitido”, salienta Signorini Filho.

...e ovários totalmente
Por outro lado, a pílula ajuda na prevenção do câncer de ovário, pois o órgão não trabalha durante o uso da medicação. “Um dos riscos para esse tipo de tumor é a chamada teoria da ‘ovulação incessante’, que diz que a cada mês ocorre um trauma nas células ovarianas seguido de cicatrização do ponto rompido. Esse processo aumentaria a probabilidade do aparecimento de tumores malignos, evidenciado, muitas vezes, por uma dor embaixo do ventre, no meio do ciclo menstrual”, detalha Signorini Filho.

Longe do fumo
Cigarro e anticoncepcionais definitivamente não combinam. Segundo os especialistas, fumo e hormônios favorecem o surgimento de trombose. Especialmente pacientes fumantes, acima de 40 anos, devem evitar a pílula. Jovens obesas ou com histórico familiar da doença também correm riscos.

O QUE FAZER QUANDO SE ESQUECER DE TOMAR?
Nesse caso, ingira o comprimido o quanto antes, mas, se a lembrança vier à cabeça somente no dia posterior, tome duas pílulas de uma só vez.
É PERMITIDO EMENDAR CARTELAS?
Emendar cartelas não é saudável, já que a constância dos dois hormônios — estrogênio e progesterona — no organismo pode levar à formação de hiperplasias (aumento de volume) no ovário. Só o faça em casos especiais e sob orientação de seu médico.
QUAL É O MELHOR HORÁRIO PARA INGERIR A PÍLULA?
O mais importante é procurar ingeri-la todos os dias no mesmo horário, com variação de, no máximo, duas horas.
O QUE ACONTECE SE A PESSOA VOMITAR LOGO APÓS INGERIR O COMPRIMIDO?
Em caso de vômito logo após a ingestão, engula outro comprimido em seguida, sem hesitar. Se tal fato ocorrer aproximadamente uma hora depois da ingestão, você continua protegida.


Fonte: Viva Saúde